Como a computação cognitiva pode ajudar as empresas

* Por Marcio Jasinski

A computação cognitiva se tornou parte do vocabulário corporativo no último ano. No entanto, a aplicação prática dessa revolução computacional ainda é distante para a grande maioria das empresas. Hoje, já existem muitas soluções cognitivas chegando ao mercado e isso significa mais produtividade para as empresas.

Uma das principais inovações nesse sentido são os chatbots ou agentes virtuais. Embora o conceito seja antigo, a inteligência é nova. Os chatbots compõem uma pequena parcela do gigante mercado de inteligência artificial que pode movimentar até US$ 153 bilhões até 2020, de acordo com o Bank Of America Merrill Lynch.

Inteligência Artificial contida nos chatbots permite que esses agentes aprendam ou simulem o comportamento do usuário, além de interagir e identificar as suas preferências. Essa é, inclusive, uma das principais vantagens do modelo cognitivo: a humanização da tecnologia. Por meio dela, a pessoa consegue interagir com um agente virtual como se fosse um ser humano. Porém, com limitações, uma vez que a relação ainda não é totalmente natural.

No meio corporativo, os chatbots podem ser poderosos aliados. Imagine, quando um colaborador tem uma dúvida sobre o processo de férias. Em vez de pesquisar políticas e documentos internos, é mais comum perguntar antes para um amigo. É justamente nesse momento que um chatbot cai como uma luva. Como essa tecnologia aprende diariamente, está sempre disponível para responder dúvidas dos colaboradores relacionadas a determinados processos delimitados pela empresa.

Outras inovações relacionadas ao tema, como reconhecimento facial, reconhecimento de voz, inteligência artificial e análise de sentimentos podem compor um verdadeiro agente cognitivo. Quanto mais inteligente o sistema, mais produtividade e assertividade na sua aplicação.

Com a sofisticação dos sistemas de chatbots, os benefícios para o mundo corporativo são inúmeros. Imagine uma empresa expandindo seus negócios para outros países. Para que o atendimento seja de qualidade, um agente virtual responde por chat ou voz às principais dúvidas dos clientes ou, ainda, consegue comunicar-se em seu idioma nativo. Ao responder, o agente virtual é traduzido e sintetizado por voz. Além disso, ele pode identificar os clientes por reconhecimento facial e aprender novos conceitos, conforme interage com as pessoas. Durante o atendimento, afere o sentimento contido nas perguntas e, se necessário, redireciona para o atendimento pessoal.

Enfim, se há alguns anos esse cenário seria impossível, o que vemos é que em breve a computação cognitiva está mais próxima do que nunca no dia-a-dia das empresas, como um fator essencial para a produtividade e assertividade.

Fonte: Senior