Diretor da Senior traz do NRF Big Show as 9 tendências que vão ditar o varejo em 2016

Big Data e Internet das Coisas já não são mais conceitos, são estratégias de personalização e evolução de negócios. Da mesma forma, o Omnichannel. As lojas continuam do mesmo jeito que eram há 50 anos, mas o comportamento dos consumidores mudou. E muito.

Sempre atuando forte em novas tecnologias, a voz desta vez do NRF Retail’s Big Show, maior evento de varejo do mundo, foi a humanização. “Claro que as tecnologias apoiam todo o processo de venda, mas hoje elas já podem ser consideradas coadjuvantes. Empresa nenhuma sobrevive sem tecnologia atualmente, porém, o resultado só acontece quando experiências personalizadas permitem que as empresas se diferenciem por suas marcas”, afirma Jean Paul Vieira, diretor de Desenvolvimento da Senior.

Jean esteve no NRF Big Show 2016 e de lá trouxe as 9 tendências que vão ditar o varejo em 2016. “A briga por preço não é garantia de fidelidade. É preciso investir em aplicativos próprios, inside maps e ações exclusivas para criar e manter vínculos perenes com os consumidores”, diz. Acompanhe:

  1. Go mobile or go home: as pessoas preferem consultar o celular a falar com um vendedor, por isso, as lojas que souberem usar o Big Data para trabalhar promoções customizadas de acordo com as informações disponibilizadas pelos clientes, ganham espaço.
  1. Consciência sustentável e alimentação saudável: o varejo precisa se reinventar da mesma forma que as pessoas estão se reinventando para diminuir o consumo desenfreado. Nesse cenário, as lojas precisam investir na redução, reciclagem e reuso, apostando em ações que despertem e incentivem o consumo consciente e a economia criativa. Para ganhar dinheiro com a crise, que tal dar desconto para quem trouxer a roupa que comprou no ano passado? Ou ter uma sessão de “brechó”? E por aí vai. Em paralelo, o nicho alimentício movimenta grandes investimentos. Alternativas de incremento consideram supermercado cooperados e painéis inteligentes que não apenas disponibilizam informações sobre os alimentos disponíveis, mas coletam dados sobre preferências dos consumidores e sugerem opções, promoções ou combinações.
  1. Inteligência cognitiva: reforçando a importância da diferenciação pela marca como prerrogativa de sucesso de uma empresa varejista, estratégias de gameficação, identificação e empatia foram amplamente discutidas no NRF 2016. Taí uma tendência para a ser considerada nos próximos projetos que deverá trazer bons resultados.
  1. Espelhos virtuais: via aplicativos, no próprio provador ou no balcão das lojas, os espelhos virtuais ganham adeptos ao simular roupas, maquiagem, óculos e acessórios sem que o consumidor precise efetivamente provar esses itens. Ganha a marca, que promove uma experiência de compra diferenciada, e ganha o cliente, que adquire até mais produtos, já que a simulação é capaz de criar combinações criativas e imperdíveis.
  1. Impressão 3D: no evento havia até impressão de comida. A personalização enquanto prerrogativa permite que o cliente leve de presente um chocolate no formato do pet do aniversariante, por exemplo. Ideias não faltam para incrementar as vendas, basta usar a tecnologia em prol da exclusividade.
  1. Dinheiro virtual: presidentes de operadoras de cartão de crédito já apostam no fim do dinheiro real. Segundo eles, até o cartão está fadado a sumir do mapa em muito breve. De aplicativos no celular que fazem leitura via etiquetas NFC à dispositivos físicos que você espalha pela casa e aciona quando precisa repor algum item, como o dash button, da Amazon. Criações tecnológicas buscam facilitar o processo de compra de tal modo que ele deixa existir – ou pelo menos passe essa sensação.
  1. Frete grátis: todo mundo quer receber os produtos adquiridos em casa, mas ninguém quer pagar frete. Frete é um atrito no relacionamento entre consumidores e marcas e grande responsável pelo abandono de carrinhos cheios de itens desejados. Para reduzir esse atrito, muitas marcas têm criado pontos de distribuição pela cidade, facilitando a retirada da compra. Couriers também têm sido usados para entrega em pontos específicos – não necessariamente em casa ou no escritório, dentro do conceito de trabalho em espaços de coworking ou viagens de negócios. A Volvo inovou o conceito de entrega com o “in-car delivery” entregando dentro do porta-malas do carro do cliente.
  1. Lojas 24×7: são quiosques instalados em diferentes pontos da cidade compostos por grandes telas que fazem papel de vitrines. Não há produtos a vender, nem empregados para atender. Mas você toca na tela, avalia o catálogo e faz a compra, podendo escolher entrega via courier em qualquer ponto da cidade, até o banco da praça.
  1. Algoritmos de recomendação: em todos os tópicos listados, o Big Data está presente nos mínimos detalhes. Aqui, entretanto, ele protagoniza todas as estratégias e assume responsabilidade frente a resultados ainda mais assertivos. O sentimento que fica é que o cliente foi impactado de forma única e especial.

Fonte: Senior