Entenda o impacto do custo da mão de obra nas finanças da indústria

Uma correta gestão de custos é fundamental para controlar as finanças e aumentar o lucro de uma indústria. Afinal, cabe a ela administrar o uso do dinheiro, permitindo a identificação de oportunidades, o aumento da lucratividade e as tomadas de decisões estratégicas de modo consciente, para citarmos apenas alguns benefícios. Por isso, todo cuidado é pouco para não cometer erros na hora de realizá-la, como, por exemplo, não calcular corretamente o custo da mão de obra e ver o financeiro ser duramente impactado por isso.

Por mais que o custo da mão de obra seja um dos primeiros gastos que vem à mente, já que o capital humano é peça-chave em todas as áreas que compõem uma empresa, sua gestão pode se revelar uma tarefa um pouco mais complexa quando os gestores têm dúvidas, por exemplo, sobre a projeção de mão de obra e as diferenças entre mão de obra direta e indireta. Se essa é a sua realidade, continue a leitura e entenda tudo isso em detalhes!

Entendendo e calculando a mão de obra direta

Mão de obra direta é aquela relacionada ao trabalho realizado diretamente na produção de determinado bem ou serviço, ou seja, que envolve as atividades ligadas com o produto fabricado. Em um exemplo prático, vamos imaginar uma fábrica de cervejas.

Neste caso, a mão de obra direta é representada pelos funcionários que desempenham atividades voltadas à produção das bebidas, como o mestre cervejeiro, o responsável pela maturação dos maltes e os que se encarregam do engarrafamento.

Para calculá-la é importante seguir três passos. Primeiro, é necessário identificar o corpo de funcionários que, de fato, representa a mão de obra direta da empresa. Depois, é preciso avaliar qual é o custo de cada um deles, levando em conta o salário, os encargos trabalhistas e todos os benefícios. Por fim, o terceiro passo é dividir o valor total dos custos com esses funcionários pelo número total de horas trabalhadas — já descontando os fins de semana e outros períodos de ociosidade. O resultado é o custo, por hora, da mão de obra direta do seu negócio.

Simplificando a mão de obra indireta

Já a mão de obra indireta é aquela voltada à supervisão e ao apoio à produção, mas que não tem relação direta com o produto, mesmo que seja fundamental para a sua fabricação e comercialização.

No caso da fábrica de cervejas, por exemplo, a mão de obra indireta representa os funcionários responsáveis pela manutenção das máquinas, limpeza, supervisão e segurança do ambiente. Quer dizer, são atividades essenciais para que a produção das bebidas seja feita com qualidade, porém, não se ligam diretamente ao produto.

Em relação à diferença entre os dois tipos de mão de obra, é preciso deixar claro que quando falamos em mão de obra indireta, nos referimos às situações em que não é possível identificar quem produziu a mercadoria e quanto tempo foi necessário para isso.

Neste caso, para mensurar o custo da mão de obra indireta e poder elaborar um planejamento financeiro eficiente, os gestores costumam usar métodos de rateio ou de divisões proporcionais para chegar a um custo aproximado da participação da mão de obra indireta. Sobre isso, inclusive, já falamos aqui no blog.

O impacto do custo da mão de obra nas finanças da indústria

Entender a importância de calcular mão de obra direta e indireta significa trabalhar para identificar a capacidade produtiva e, consequentemente, o que a indústria terá disponível para venda. Por isso que, ao cruzar essas informações, é preciso ir atrás do nível ótimo de produção, que é quando se produz em capacidade máxima, utilizando toda a mão de obra disponível e colocando no mercado o maior número de produtos com o menor custo possível.

Para chegar a esse patamar, garantindo que todos os recursos sejam aproveitados em sua totalidade e que nenhuma ponta fique solta, é imprescindível fazer um bom planejamento da produção. Voltando ao exemplo da nossa fábrica de cervejas, vamos ligá-la ao período que antecede às festas de fim de ano. Sabemos que nessa época, de muito calor, inclusive, os pedidos aumentam e, como consequência, a capacidade produtiva da indústria também deve subir. No entanto, será que a mão de obra contratada vai suprir a necessidade ou será que vai ser necessário contratar mais colaboradores?

Para tomar essa decisão com segurança, os gestores devem fazer uma análise do quanto a mais será produzido e qual será o retorno garantindo das vendas. Afinal, é preciso manter o equilíbrio e não sair contratando mais gente do que o necessário para suprir a demanda.

Nesse sentido, uma solução ERP pode ser uma excelente aliada ao oferecer controles de processos produtivos, de capacidade produtiva, de demandas, de custos diretos e indiretos, entre outras funcionalidades que permitem às indústrias acompanharem com clareza todo o processo de fabricação das mercadorias. Com o ERP Radar Empresarial, por exemplo, é possível acompanhar resultados e indicadores em tempo real, diminuindo desperdícios e gerindo com eficiência a produtividade industrial.

Além disso, com um bom software, a indústria ganha performance produtiva ao maximizar o controle de estoque, reduzir custos operacionais, agilizar a rastreabilidade de informações, ter mais disponibilidade dos recursos industriais e controle sobre as demandas de produção e, consequentemente, melhorar o relacionamento com os clientes.

Tudo isso, com certeza, vai facilitar o seu trabalho e oferecer apoio na tomada de decisão da sua indústria! Que tal saber mais sobre nossa solução e entender em detalhes como ela pode ajudar na gestão de custos da sua empresa? Fale com a gente!

Fonte: WK Sistemas