O termo ERP em Nuvem está cada vez mais presente em conversas sobre gestão e tecnologia. No entanto, ainda é comum confundir o modelo em Nuvem com somente “acessar o sistema pela internet”.
Assim, a conversa gira em torno de infraestrutura quando, mais que isso, deveria ser sobre modelo de operação. Afinal, um ERP em Nuvem não se define só pelo acesso remoto, mas pela forma como o sistema é entregue, mantido e governado.
Esse entendimento permite um entendimento mais aprofundado, e uma comparação mais criteriosa com o modelo On-Premises, auxiliando as empresas a decidir com segurança se adotar um ERP em Nuvem faz sentido para a estratégia.
Alerta de Spoiler: se sua empresa quer crescer e ter segurança, SIM! Faz sentido investir em um ERP em Nuvem.
De acordo com o Portal ERP, na pesquisa Panorama Mercado de Software 2024, uma a cada dez empresas Brasileiras terão no próximo ano como prioridade número um a migração de um ERP On-Premises para um ERP em Nuvem. Além disso, 33% das empresas pretendem adquirir ou trocar o ERP até 2026. Essa é uma oportunidade para aproveitar os recursos de um sistema ERP em Nuvem.
Ao longo deste artigo, você vai entender o que caracteriza um ERP em Nuvem para além de um acesso remoto: como funciona, a diferença para um modelo On-Premises e quais critérios ajudam a avaliar se está na hora da sua empresa fazer a migração para esta tecnologia.
Como funciona um ERP em Nuvem e qual o impacto na estratégia das empresas?
Um ERP em nuvem (ou Cloud ERP) é um sistema de gestão empresarial entregue como serviço e acessado via rede. Isso significa que o software fica hospedado utilizando a tecnologia da computação em nuvem.
Ao invés de depender de um servidor dentro da empresa, o sistema ERP roda em um ambiente preparado pelo próprio fornecedor para mantê-lo disponível, atualizado e protegido. No caso da WK, por exemplo, a nuvem é arquitetada com as melhores práticas, padrões de segurança e continuidade do WK Radar.
Ou seja, uma boa entrega de sistema de gestão em Nuvem elimina a necessidade de uma infraestrutura de TI local, e mais, deixa com o provedor a responsabilidade por atualizações, manutenções, e tudo relacionado à tecnologia do sistema oferecido.
Com isso, a nuvem deixa de ser apenas uma escolha técnica e passa a ser um modelo de operação. O ambiente segue sob controle e com parâmetros bem definidos, mas a empresa não precisa gastar energia com a sustentação do dia a dia. O foco vai para processo, consistência e tomada de decisão.
Esse modelo é conhecido como SaaS (Software as a Service) e está em crescente adoção no mundo corporativo. De acordo com um estudo do EBANX, só na América Latina o investimento no mercado SaaS está projetado para dobrar de tamanho nos próximos anos, passando de US$ 22 bilhões em 2023 para US$ 46 bilhões até 2027.
Em outras palavras, é essencial acompanhar o mercado da computação em nuvem de perto, pois o modelo vem consolidando sua posição no centro da estratégia para gestão das grandes empresas.
As principais vantagens e desvantagens do modelo
É fácil entender o porquê da alta procura. O ERP em Nuvem é hoje um facilitador da transformação digital real, sendo base para Inteligência Artificial, automações, analytics, ESG e compliance. Os dados apontam que Empresas que estão na Nuvem:
- Escalam mais rápido porque têm menos barreiras operacionais e mais elasticidade nos recursos;
- Investem melhor, com capital voltado para inovação, não para manutenção;
- Capturam oportunidades antes da concorrência, pois conseguem lançar e testar novos produtos em ciclos muito mais curtos.
No entanto, há alguns pontos importantes a considerar ao realizar a migração. Tenha atenção:
- Dependência de conectividade: a nuvem depende de internet, então certifique-se de que a sua conexão à rede é estável e suficiente para comportar a operação!
- Contrato e nível de serviço (SLA): um bom fornecedor deixa claro os detalhes como disponibilidade do serviço e canais de comunicação para suporte e atendimento.
- Integrações e ecossistema: informe-se sobre a capacidade do sistema para APIs, logs e suporte de integração.
- Portabilidade e saída: mesmo que a intenção não seja mudar, saber como exportar dados e quais condições existem para uma futura transição aumenta a segurança na decisão.
Certifique-se se sua empresa pode sustentar os pré-requisitos do modelo e está preparada para analisar criteriosamente o que o fornecedor desejado está oferecendo. Um bom fornecedor é transparente e garante que o sucesso da sua empresa seja a prioridade mesmo em períodos de mudança.
Diferenças entre o modelo de ERP em Nuvem e ERP On-Premises
Antes de comparar, um ponto de atenção: como explicamos anteriormente, um bom ERP em Nuvem consiste, além da infraestrutura, em oferecer atualizações, manutenção e otimização.
Sendo assim, o que costuma variar entre um bom ERP On-Premises ou ERP em Nuvem é o que acontece ao redor do ERP, como integrações com outros sistemas e ajustes de processo. Por isso, a comparação mais produtiva é feita por critérios.
| ERP On-Premises | ERP em Nuvem | |
| Infraestrutura e Manutenção | A própria empresa precisa gerenciar servidores, atualizações de ambiente, rotinas e contingência. | O ambiente e o sistema são entregues como serviço, incluindo toda a parte de tecnologia para o ERP. |
| Atualização e Evolução | Atualizações são de responsabilidade interna, podem depender de janelas, time interno e planejamento de infraestrutura. | Em um bom ERP em Nuvem, as atualizações são automáticas e de responsabilidade do próprio fornecedor. |
| Acessos | O acesso remoto pode existir, mas costuma exigir camadas complexas de segurança e conectividade. | O acesso é on-line por definição, via Launcher de fácil instalação para novos dispositivos. |
| Continuidade | A qualidade da continuidade depende do que a empresa construiu (redundância, backup, monitoramento). | Há mais espaço para padrões de redundância e monitoramento, desde que o contrato e a arquitetura sustentem isso. |
| Custos e Previsibilidade | Há gastos em infraestrutura e manutenção, com custos que podem variar quando há necessidade de troca de hardware, incidentes e atualizações. | Concentra gastos no serviço recorrente, facilitando o planejamento se houver governança de uso. |
Segurança: o que perguntar antes de contratar
A segurança de dados em um ERP em Nuvem precisa ter um conjunto de práticas verificáveis. Então antes de contratar, vale fazer algumas perguntas objetivas.
- Os dados são protegidos em trânsito e em repouso?
- Qual é a política de backup e retenção?
- Como é feito o monitoramento e a resposta a incidentes?
- Quais medidas reforçam a aplicação da LGPD e a governança de dados?
- Como são gerenciadas mudanças, atualizações e janelas de manutenção?
Envolver TI, jurídico e áreas usuárias nessa leitura costuma trazer uma visão mais completa de risco e operação.
Como decidir se sua empresa deve migrar para um ERP em Nuvem
Optar por um ERP em nuvem deve ser visto como uma decisão estratégica para o seu negócio. Atualmente, a computação em nuvem responde por mais de 1/3 dos investimentos globais em infraestrutura de TI.
Como vimos neste artigo, a nuvem não é apenas “onde o ERP roda”. É um modelo de operação em que a experiência em desenvolver tecnologias com método e visão de gestão faz diferença. Na WK, usamos a tecnologia para criar conexões e impulsionar negócios, pois enxergamos o ERP como mais do que uma ferramenta operacional.
O WK Radar em Nuvem segue essa lógica: um ERP integrado à sua operação, robusto e desenvolvido para apoiar tanto a rotina quanto a gestão.
Para saber mais sobre essa solução, acesse o nosso site ou entre em contato conosco! Nós estamos a postos para ajudar!
Fonte: WK.