Indicadores da qualidade

A melhoria contínua da qualidade requer um plano de ações detalhado do que se pretende atingir, como e quem serão as pessoas envolvidas. Com um plano de ações e a definição de indicadores, isto é, de controles que demonstrarão valores, índices, notas, conceitos ou quaisquer outros atributos que a empresa especificar e achar conveniente, será possível verificar se o que foi planejado, em termos de qualidade, está sendo alcançado.

Indicadores são importantes ferramentas de avaliação e desempenham um papel muito maior ao oportunizarem uma gestão estratégica da qualidade nas empresas.

Através destes torna-se possível acompanhar o que de fato acontece em diferentes áreas, qual tem sido o real desempenho de máquinas, equipamentos e pessoas. Indicadores permitem verificar – e, o mais importante, aperfeiçoar – postos de trabalho, células de produção, equipes de trabalho e áreas inteiras.

É comum que empresas com estrutura tecnológica adequada e equipes qualificadas se questionem sobre os possíveis motivos que lhes impedem de atingir suas metas e seu potencial máximo. Seus esforços parecem ser em vão diante dos resultados desfavoráveis alcançados.

Neste caso, em particular, e obviamente diante de inúmeros outros, indicadores são aliados fortes para que seja possível, primeiro, conhecer o problema. Depois, acompanhá-lo. E, por fim, solucioná-lo através de ações preventivas e/ou corretivas. Não raro a empresa pode se surpreender com pequenos detalhes que influenciam o resultado final da sua operação. Ou, ainda, ficar perplexa ao saber que aquele problema – já conhecido – impacta muito mais do que se pensava, tendo um efeito cascata sobre diversas áreas, chegando-se até o lucro da empresa.

Não há regras para a criação de indicadores. No entanto, o bom senso e a prática demonstram que a existência de todo indicador depende do fato deste ser efetivamente utilizado. Indicadores que apenas preenchem planilhas e gráficos coloridos em papel e apresentações para a alta direção da empresa, fazendo volume em meio a diversas outras informações mais importantes, e que não são alvo de análise útil e ações de melhoria contínua da empresa devem ser, o quanto antes, reavaliados e descartados.

Talvez a fase inicial, isto é, a criação dos indicadores seja exatamente a mais difícil. Não porque seja um trabalho exatamente árduo, mas pelo simples fato de que ainda não há informações suficientes a respeito daquilo que se quer acompanhar. No entanto, esta fase inicial, mais complexa, vai aos poucos, sendo superada a medida que as informações vão sendo capturadas e depositadas em uma base de dados.

Com indicadores em mãos é possível criar, de maneira fácil e rápida, planilhas com estatísticas e gráficos para melhor compreensão e acompanhamento do que de fato acontece na empresa – ou, no mínimo, o que se definiu acompanhar.

Outra maneira, mais adequada, é dispor de um sistema de gestão da qualidade, com recursos próprios e especializados para integrar processos e rotinas para controle da qualidade, gestão de não conformidades, ações preventivas/corretivas, autocontroles, laudos e gestão de documentos.

Na prática, com a utilização de indicadores, o cenário vai aos poucos se desenhando e estes passam a ser empregados mais e mais em análises de desempenho, pesquisas históricas, controles estatísticos, gráficos comparativos, previsões, e inúmeros outras ferramentas de acompanhamento e aferição da qualidade.

As possibilidades de utilização dos indicadores são inúmeras e dependem basicamente apenas do quanto a empresa está disposta a investir nesta estratégia. Vale ressaltar, neste ponto, que a análise e a interpretação das informações, de maneira sistemática, contínua e, principalmente, imparcial, são indispensáveis para que a melhoria contínua da qualidade realmente aconteça e se faça presente no dia a dia da empresa.

Afinal, não é incomum que indicadores mostrem uma realidade que não se quer enxergar. Mas uma vez aceitando-a, mais cedo será possível mudá-la.

 

Fonte: WK Sistemas